Fisioterapeuta / terapeuta de reabilitação — tarefas, uma a uma
A unidade de análise é a tarefa, não o nome do cargo. Cada uma das seguintes traz a sua direção, se o juízo assenta em prova ou numa inferência da plataforma, o raciocínio e o que não estabelece.
Todas as tarefas desta página#
Descobrir o que está mesmo a limitar a pessoa
Continua a ser levada por uma pessoa≈ Inferência da plataformaVer alguém mover-se, testar o que dói e o que não dói, e encontrar a causa, que muitas vezes está noutro sítio que não a dor.
A entrada é um exame físico feito à mão mais ver uma pessoa mover-se, e a jogada de diagnóstico é uma hipótese testada pelo tato: carrega aqui, resiste a isto, agora anda. A captura de movimento mede bem o movimento e é genuinamente útil; o que não faz é decidir que movimento pedir, que é a avaliação.
Difícil de automatizar e fácil de encurtar: nos sistemas com sessões limitadas, a avaliação é a parte que primeiro se aperta, porque não produz nenhum tratamento que o financiador reconheça. Uma tarefa pode ser erodida por uma tabela de honorários sem que nenhuma tecnologia lhe toque, e nesta ocupação isso já aconteceu.
Tratar com as mãos
Continua a ser levada por uma pessoa✓ Com provaMobilização, manipulação, trabalho de tecidos moles, e ajustar o que estás a fazer a partir do que sentes enquanto o fazes.
É trabalho físico em ciclo fechado sobre uma pessoa, em que o sinal de controlo é a resistência do tecido sentida pelas mãos e a resposta do doente momento a momento. Existem dispositivos robóticos de reabilitação e são usados, mas entregam movimento prescrito e não tratamento que responda: são o exercício, não a avaliação dele.
Duradoura e sob pressão de outra direção: vários sistemas estão a afastar-se de pagar o tratamento manual para pagarem a prescrição de exercício, por razões de evidência e não de custo. Uma tarefa pode defender-se da automatização e perder o financiamento para uma norma de orientação clínica na mesma década.
Desenhar o programa
Aumentada pela máquina✓ Com provaEscolher os exercícios, a carga e a progressão para o trabalho, o desporto e a paciência desta pessoa.
Desenhar um programa a partir de um diagnóstico e de um conjunto de restrições é exatamente aquilo que o software faz bem, e os programas de exercício entregues por aplicação estão amplamente implantados. A seleção melhora com uma biblioteca; o que não se transfere é saber que este doente em concreto não vai fazer três sessões por semana e escolher o programa que ele vai mesmo fazer.
Um programa melhor que não é executado não vale nada, e a restrição que aperta nesta área é a adesão e não a qualidade do programa. Automatizar o desenho sem tratar da adesão otimiza a metade que não era o problema, que é o erro mais comum dos produtos que entram neste mercado.
Manter a pessoa a fazê-lo
Continua a ser levada por uma pessoa✓ Com provaAs doze semanas depois de a dor parar: reparar que a pessoa deixou de o fazer sem dizer nada, descobrir porquê e mudar alguma coisa para que recomece.
Em reabilitação, a adesão é o resultado todo, e é uma relação e não uma instrução. As aplicações enviam lembretes, e lembretes é aquilo que as pessoas ignoram; o que muda o comportamento aqui é uma pessoa concreta que conta ver-te e que repara, que é o mesmo mecanismo que faz um treinador funcionar.
Esta é a tarefa com o melhor argumento para ser o valor central da profissão e o pior argumento na tabela de um financiador: na maioria dos sistemas um telefonema de acompanhamento não é uma sessão faturável. Onde não é financiada acontece no tempo do próprio terapeuta, e onde deixa de acontecer o resultado cai por razões que nenhum conjunto de dados atribui corretamente.