Consultor financeiro / planeador financeiro — tarefas, uma a uma
A unidade de análise é a tarefa, não o nome do cargo. Cada uma das seguintes traz a sua direção, se o juízo assenta em prova ou numa inferência da plataforma, o raciocínio e o que não estabelece.
Todas as tarefas desta página#
Conhecer a situação do cliente
Aumentada pela máquina≈ Inferência da plataformaSaber os rendimentos, os compromissos, os objetivos e a tolerância ao risco do cliente antes de recomendar o que quer que seja.
Os formulários online, os questionários de risco e os dados da conta já recolhem boa parte disto antes da reunião, e o regulador financeiro de Singapura definiu as condições em que um serviço totalmente automatizado pode aconselhar com menos informação. O que os formulários não captam bem — o que realmente preocupa o cliente, uma mudança que se aproxima na família, a resposta por trás da resposta — continua a surgir na conversa com um consultor.
Isto assenta nas ferramentas e no enquadramento de um regulador, não num registo de como os consultores passam hoje esta parte do seu tempo.
Recomendar o que se adequa
Aumentada pela máquina≈ Inferência da plataformaEscolher os seguros, poupanças ou produtos de investimento que convêm ao cliente, e conseguir mostrar porquê.
A lei de Singapura exige à entidade licenciada uma base razoável para cada recomendação, assente nos objetivos, na situação financeira e nas necessidades do cliente — e uma entidade licenciada pode cumpri-la através de um algoritmo e não só de uma pessoa. Por isso a regra define como se recomenda, não quem recomenda. Para necessidades simples, o software já recomenda uma carteira sozinho; quanto mais entram vários produtos, impostos, um negócio ou uma família, mais pesa o juízo do consultor.
É uma inferência sobre como o trabalho se divide entre o software e os consultores; a regra citada rege como se aconselha, não se é uma pessoa a fazê-lo.
Construir e reequilibrar carteiras para pequenos investidores
A automatizar-se✓ Com provaPôr um principiante ou um pequeno investidor numa carteira diversificada e mantê-la alinhada ao longo do tempo.
Os bancos já vendem isto como um produto e não como uma reunião. O serviço de carteiras geridas de um banco de Singapura, anunciado para clientes sem experiência de investimento a partir de 1000 dólares de Singapura, usa carteiras elaboradas com os estrategas de investimento do banco e reequilibradas quando necessário, compradas pela internet. Para uma conta pequena, esse caminho não passa de todo por um consultor.
O anúncio de um banco mostra que o caminho existe e a quem se destina; não mostra quantos pequenos investidores o escolhem em vez de falar com um consultor, e as carteiras maiores ou mais complexas são outra conversa.
Documentar o aconselhamento e a conformidade
Aumentada pela máquina≈ Inferência da plataformaRegistar por escrito o aconselhamento, as informações obrigatórias e os motivos, e guardar os registos que um regulador pode inspecionar.
O software que redige o registo do aconselhamento a partir de notas ou gravações da reunião, preenche os formulários de informação e verifica os passos em falta fica com boa parte da escrita. O consultor continua a ter de confirmar que o registo diz o que foi aconselhado, porque é pelo registo que a entidade responde.
Isto assenta no que o software consegue fazer, não num registo de quantos consultores o usam.
Acompanhar o cliente ao longo do tempo
Continua a ser levada por uma pessoa≈ Inferência da plataformaRevisões regulares, ajustar o plano quando a vida muda e ajudar os clientes a não perderem a calma quando os mercados caem.
Um filho, a perda de um emprego, uma herança ou um mercado em queda são os momentos em que os clientes mais querem falar com alguém de confiança. Até o serviço bancário aqui citado descreve as suas carteiras como vigiadas pelos seus especialistas de investimento; tranquilizar e mudar o plano é trabalho de relação.
Isto assenta na natureza do trabalho e não num registo, e os clientes mais novos podem passar a aceitar boa parte disto através de uma aplicação.
Verificar os conselhos que o cliente traz do software
Tarefa nova≈ Inferência da plataformaRever os planos e as sugestões de produtos que os clientes obtiveram de chatbots ou aplicações, e explicar onde não se lhes adequam.
Cada vez mais clientes chegam depois de já terem perguntado ao software o que fazer. Parte do trabalho do consultor passa a ser confrontar esse conselho com a situação completa do cliente e explicar a diferença — um trabalho que não existia antes das ferramentas.
É uma inferência sobre o rumo do trabalho, não uma medição da frequência com que os clientes trazem conselhos destes.